Mais uma vez na cadeia. Por determinação de um mandado de prisão expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, Glória Maria Serejo de Paula, de 59 anos, voltou a ser presa na manhã desta sexta-feira, 10.
A ordem de prisão ainda é em decorrência da Operação “Dedo de Deus” deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público do estado carioca para coibir a permanência de jogos de azar em estados como Pernambuco, Bahia, Maranhão e Rio de Janeiro.
O delegado da Polinter, Alberto Vale, disse que a equipe dessa especializada de posse do mandado de prisão preventiva foi até a casa de Glória Maria, localizada na Rua Deputado Luís Rocha, na Vila Vicente Fialho, onde efetuou a prisão. Ela foi levada até a delegacia onde foi interrogada e, logo após, transferida para Pedrinhas onde vai ficar à disposição da Justiça carioca.
Alberto Vale também informou que ela foi presa pelos policiais da Superintendência de Investigações Criminais (Seic), no dia 15 de dezembro do ano passado, e apresentada na sede da Secretaria de Segurança Publica, na Vila Palmeira, mas, no dia 26, foi solta por meio de uma liminar.
ENTENDA O CASO
Com base em investigações produzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, o Superintendente de Polícia Civil da Capital, Sebastião Uchoa, esclareceu que existe uma organização criminosa responsável pela distribuição das máquinas de jogos de azar. Em cada estado como do Maranhão, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia há uma pessoa cabeça que faz a distribuição dos jogos ilegais.
Um homem identificado como Jorge da Costa, que era marido de Gloria Maria, tinha fortes ligações com o crime no estado do Maranhão. Ainda segundo informações da polícia, ele foi funcionário de uma empresa no Rio de Janeiro por um bom tempo, a qual efetuava a distribuição e trabalhava com o sistema de jogos ilegais.
A empresa em que o acusado trabalhava teria falido. Segundo dados, o acusado trabalhava para a empresa Grande Rio Empreendimentos e Diversões Ltda, localizada no Rio de Janeiro.
A polícia informou ainda, que Jorge da Costa teria morrido há três anos e que sua esposa possui um mandado de prisão preventiva por está ligada à empresa. Com base em informações e uma carta precatória em mãos, uma equipe de policiais civis da SPCC, conseguiu localizar a suspeita em sua própria residência no bairro Vicente Fialho.
Durante o depoimento prestado na Secretaria de Segurança Pública, Glória Maria relatou que não possuía envolvimento na pratica desses jogos. “Eu emprestei o nome pro meu marido, para ser sócia da empresa, mais não sabia que era uma empresa ilegal”, afirmou a suspeita.
Ainda no decorrer do interrogatório, ela falou do nome de três pessoas que estariam envolvidas nesta tipologia de crime. Sebastião Uchoa disse que os três suspeitos relatados pela suspeita, já seriam fruto de investigações da Superintendência Estadual de Investigações Criminais, (Seic).
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